
Oi, maravilhosas(os)! Karol Gouveia voltando com mais um conteúdo de ouro. No nosso último papo, entendemos que arquétipos são a alma do negócio. Se você ainda não leu, vou deixar ele aqui pra você. Por que hoje nós vamos cavar mais fundo. Eu vou te mostrar a psicologia que faz gigantes do mercado dominarem nossos impulsos de compra.
Se você quer que sua marca seja inesquecível, você precisa ler (ou pelo menos entender a essência) do livro clássico “O Herói e o Fora da Lei”, das geniais Margaret Mark e Carol S. Pearson. Essa obra é simplesmente o mapa do tesouro do branding moderno. Elas pegaram a teoria de Carl Jung e a traduziram em estratégias que valem milhões.
O que realmente motiva o seu cliente? Segundo as autoras, todos nós, seres humanos, somos movidos por quatro desejos primordiais profundos no nosso inconsciente. E o pulo do gato é que as marcas extraordinárias não vendem produtos, elas satisfazem esses desejos:
- A busca por Estabilidade e Controle: Em um mundo caótico, a gente busca segurança. Se sua marca transmite ordem e confiança, você pode adotar o arquétipo do Criador (como a Apple, sinônimo de inovação disruptiva), do Cuidador (como O Boticário e a Natura, que focam no bem-estar), ou do Governante (como a Rolex, autoridade pura).
- A necessidade de Pertença e Prazer: A gente quer fazer parte da tribo, ser aceito e curtir a vida! Aqui brilham marcas que usam o Bobo da Corte (como a irreverência da INTT e da Skol), o Cara Comum (como a Magalu, acessível e real) e o Amante (como a Chanel, vendendo intimidade e paixão).
- O impulso de Risco e Maestria: Sabe aquela vontade de quebrar barreiras e mudar o mundo? É dominada pelo Herói (como a Nike, encorajando a superação), o Fora-da-Lei / Rebelde (como a Harley-Davidson, desafiando as regras) e o Mago (como a Disney, transformando sonhos em realidade).
- A jornada por Independência e Satisfação: O foco aqui é na autorrealização e na descoberta. As marcas perfeitas para isso vestem o Inocente (Coca-Cola, com seu otimismo), o Explorador (Amazon e Jeep, focadas em novas aventuras) e o Sábio (Google e Harvard, fontes de verdade e conhecimento).
Mas olha só, presta muita atenção nisso para não errar feio: usar arquétipos não é colocar uma fantasia no seu cliente. Tem muito profissional raso por aí forçando a barra, mandando o cliente usar blazer e tomar água na taça só para parecer o “Governante”. Isso não é branding, é teatro (e dos ruins).
Arquétipo tem que ser verdadeiro. Negócio se faz com empatia, dados e direção consciente, usando o arquétipo para alinhar sua identidade visual, seu tom de voz e seu propósito, e nunca como uma pseudociência para engessar as pessoas.
O segredo dos milhões é alinhar a sua verdade com os impulsos do seu consumidor de forma humana. Qual desses quatro desejos a SUA marca sacia hoje? Pensa nisso e bora construir um império!
E aí, a sua marca é ‘gente como a gente’ ou está tentando vestir um terno que não cabe nela? O segredo para criar uma legião de fãs é o pertencimento real, sem máscaras de luxo se essa não for a sua verdade. Quer saber se o Cara Comum é a chave para multiplicar seu engajamento? Vem fazer a Análise Iguaria da sua marca comigo! Vamos estruturar uma comunicação que abraça o seu cliente como um velho amigo.
